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Título: Testagem rápida de ISTs em adolescentes: Uma análise qualitativa sobre as percepções e práticas dos enfermeiros na APS
Autor(es): Souza, Pedro Henrique Luz de
Orientador(es): Tomasi, Cristiane Damiani
Palavras-chave: Infecções sexualmente transmitidas
Atenção Primária em Saúde
Cuidado de Enfermagem
Saúde integral do adolescente
Descrição: Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel em Enfermagem no curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
Resumo: A adolescência é uma fase de transformações biopsicossociais que expõe os jovens a vulnerabilidades, incluindo as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). No âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), os enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF) são profissionais centrais no acolhimento e na realização da testagem rápida (TR). Contudo, a abordagem desse público é complexa, permeada por desafios éticos, como o sigilo, lacunas formativas e barreiras institucionais, podendo gerar um "vazio assistencial". Com base nisso, o presente estudo tem como objetivo geral descrever a abordagem dos enfermeiros das Estratégias de Saúde da Família frente ao adolescente em processo de testagem rápida para ISTs na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, realizada em Unidades de Estratégia de Saúde da Família no município de Criciúma, SC. A amostra foi composta por 10 enfermeiros atuantes na ESF, selecionados por conveniência, sendo o critério de encerramento a saturação teórica. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais, presenciais e gravadas, com base em um roteiro semiestruturado, e a análise foi realizada seguindo a técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin. Como resultado, emergiram cinco categorias centrais. Evidenciou-se que a prática é marcada pela ausência de diretrizes e protocolos específicos para o público adolescente, levando os profissionais a atuarem com base no improviso. Esta lacuna, somada a uma formação acadêmica "adultocêntrica" e tecnicista, gera profunda insegurança profissional, cujo principal expoente é o dilema ético sobre o sigilo e a autonomia do adolescente. Para superar essas barreiras, os enfermeiros recorrem à escuta qualificada e ao diálogo como principais ferramentas para a construção do vínculo. Por fim, foi identificada uma crescente resistência na intersetorialidade, especialmente com as escolas, que por barreiras político-morais, dificultam ações de prevenção coletiva. O estudo conclui que existe um "vazio assistencial", reforçando a necessidade de protocolos institucionais e de estratégias de educação permanente para qualificar o cuidado ao adolescente na APS.
Idioma: Português (Brasil)
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
Data da publicação: Dez-2025
URI: http://repositorio.unesc.net/handle/1/13052
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