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http://repositorio.unesc.net/handle/1/13052| Título: | Testagem rápida de ISTs em adolescentes: Uma análise qualitativa sobre as percepções e práticas dos enfermeiros na APS |
| Autor(es): | Souza, Pedro Henrique Luz de |
| Orientador(es): | Tomasi, Cristiane Damiani |
| Palavras-chave: | Infecções sexualmente transmitidas Atenção Primária em Saúde Cuidado de Enfermagem Saúde integral do adolescente |
| Descrição: | Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel em Enfermagem no curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. |
| Resumo: | A adolescência é uma fase de transformações biopsicossociais que expõe os jovens a vulnerabilidades, incluindo as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). No âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), os enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF) são profissionais centrais no acolhimento e na realização da testagem rápida (TR). Contudo, a abordagem desse público é complexa, permeada por desafios éticos, como o sigilo, lacunas formativas e barreiras institucionais, podendo gerar um "vazio assistencial". Com base nisso, o presente estudo tem como objetivo geral descrever a abordagem dos enfermeiros das Estratégias de Saúde da Família frente ao adolescente em processo de testagem rápida para ISTs na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, realizada em Unidades de Estratégia de Saúde da Família no município de Criciúma, SC. A amostra foi composta por 10 enfermeiros atuantes na ESF, selecionados por conveniência, sendo o critério de encerramento a saturação teórica. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais, presenciais e gravadas, com base em um roteiro semiestruturado, e a análise foi realizada seguindo a técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin. Como resultado, emergiram cinco categorias centrais. Evidenciou-se que a prática é marcada pela ausência de diretrizes e protocolos específicos para o público adolescente, levando os profissionais a atuarem com base no improviso. Esta lacuna, somada a uma formação acadêmica "adultocêntrica" e tecnicista, gera profunda insegurança profissional, cujo principal expoente é o dilema ético sobre o sigilo e a autonomia do adolescente. Para superar essas barreiras, os enfermeiros recorrem à escuta qualificada e ao diálogo como principais ferramentas para a construção do vínculo. Por fim, foi identificada uma crescente resistência na intersetorialidade, especialmente com as escolas, que por barreiras político-morais, dificultam ações de prevenção coletiva. O estudo conclui que existe um "vazio assistencial", reforçando a necessidade de protocolos institucionais e de estratégias de educação permanente para qualificar o cuidado ao adolescente na APS. |
| Idioma: | Português (Brasil) |
| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso - TCC |
| Data da publicação: | Dez-2025 |
| URI: | http://repositorio.unesc.net/handle/1/13052 |
| Aparece nas coleções: | Trabalho de Conclusão de Curso (ENF) |
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