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Título: Análise clínica, epidemiológica e terapêutica dos pacientes com dor crônica em um serviço de neurologia no extremo Sul catarinense: estudo transversal
Autor(es): Raimundo, André de Abreu Guilherme
Menegon, Maria Antônia Dalmolin
Orientador(es): Bruch, Tatiana Pizzolotto
Palavras-chave: Dor crônica
Transtorno depressivo maior
Doença crônica
Manejo da dor
Descrição: Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
Resumo: JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Dor crônica (DC) é uma experiência emocional e sensorial desagradável, influenciada por múltiplos fatores. Assim, os desafios para o gerenciamento da dor são frequentes, exigindo maior conhecimento dos aspectos influentes na clínica para controle eficaz do quadro. O objetivo foi analisar aspectos clínicos, epidemiológicos e terapêuticos de pacientes com DC em Criciúma/SC. MÉTODOS: Estudo transversal com análise de prontuários de indivíduos diagnosticados com DC, atendidos pelo serviço especializado de neurologia do Sistema Único de Saúde de Criciúma, entre janeiro de 2022 a outubro de 2023. Foram analisados 87 prontuários, coletando dados sociodemográficos, clínicos e terapêuticos entre fevereiro a junho de 2024. RESULTADOS: Dos 87 indivíduos, 69 (79,3%) apresentaram DC por mais de um ano. A média de idade era 54,43 ±14,72 anos, com maior prevalência em mulheres (66,7%). A prevalência de polineuropatias não diabéticas foi de 27,6%, causas reumatológicas 19,5%, e causas mecânicas 13,8%. Analgesia de resgate era usada por 65,5%, sendo os opioides utilizados por 57,9%. Quase metade apresentava depressão (49,4%) e/ou ansiedade (44,8%). CONCLUSÃO: O estudo revelou que pacientes com DC frequentemente têm outras doenças crônicas e menor acesso ao mercado de trabalho. A DC é mais prevalente entre mulheres, pessoas mais velhas e com menor escolaridade. Quase metade apresenta depressão e/ou ansiedade. A maioria faz uso de antidepressivos ou anticonvulsivantes como tratamento para DC. Uso de medicamentos de resgate, especialmente opioides, são comuns. O tratamento multidisciplinar é frequente, com fisioterapia associada ao uso de opioides e acompanhamento psicológico associado à depressão e ansiedade.
Idioma: Português (Brasil)
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
Data da publicação: Dez-2024
URI: http://repositorio.unesc.net/handle/1/12856
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