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Título: Efeitos do resveratrol sobre a toxicidade do ácido alfa-cetoisocaproico em cultura celular de células HT-22
Autor(es): Quinsani, Laura Schmitt
Meurer, Thalya
Orientador(es): Streck, Emílio Luiz
Palavras-chave: Aminoácidos de cadeira ramificada
Antioxidantes
Doença da urina do xarope do bordo
Estresse oxidativo
Neuroproteção
Descrição: Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
Resumo: A Doença da Urina do Xarope do Bordo (DXB) é um erro inato do metabolismo, caracterizado pelo acúmulo de aminoácidos de cadeia ramificada (AACR) leucina, isoleucina e valina e seus alfa-cetoácidos nos fluidos e nos tecidos. A síndrome clínica da DXB inclui sintomas neurológicos importantes, como letargia, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, convulsões e coma. O ácido alfa-cetoisocaproico (CIC), por sua vez, é um dos metabólitos mais neurotóxicos dos AACR, sendo que sua alta concentração plasmática é considerada responsável pelos sintomas neurológicos da doença. O resveratrol, um composto polifenólico encontrado em algumas plantas, tem sido amplamente estudado graças a seu potencial antioxidante e neuroprotetor, sendo uma molécula promissora nessa condição. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do resveratrol sobre a toxicidade do CIC em um modelo experimental de DXB em células hipocampais de linhagem HT-22. Para indução do modelo, foram submetidas células hipocampais ao CIC nas concentrações de 1mM, 5mM, 10mM e 20mM, e posteriormente foram tratadas com resveratrol nas concentrações de 0,01mM, 0,1mM e 1mM. Para avaliar os efeitos tóxicos do CIC, bem como os possíveis efeitos neuroprotetores do resveratrol, alguns ensaios foram realizados: o ensaio MTT avaliou a viabilidade celular; a dosagem do conteúdo de sulfidrilas, a medida da oxidação de 2’,7’-diclorofluorosceína e a medida da atividade da enzima antioxidante catalase avaliaram os parâmetros de estresse oxidativo. Após as análises, o CIC demonstrou ser tóxico para as células hipocampais principalmente por reduzir a viabilidade celular, enquanto o resveratrol foi capaz de reverter parcialmente tais danos e de aumentar a atividade da enzima antioxidante catalase. Portanto, foi possível concluir que o CIC apresenta toxicidade para células hipocampais, e que o resveratrol é capaz de reverter parcialmente esses danos, especialmente por melhorar a atividade antioxidante da enzima catalase. Fazem-se necessários estudos adicionais para a avaliação do papel do resveratrol na DXB.
Idioma: Português (Brasil)
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
Data da publicação: Dez-2024
URI: http://repositorio.unesc.net/handle/1/12847
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