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Título: Perfil clínico e demográfico de pessoas com diabetes mellitus 1 de 0 a 18 anos atendidos pelo Sistema Único de Saúde em um município do Sul de Santa Catarina
Autor(es): Serafim, Gabriela Rocha
Orientador(es): Dimer, Liliana Maria
Palavras-chave: Diabetes mellitus
Hemoglobina glicada
Insulina
Descrição: Trabalho de Conclusão do Curso apresentado ao Curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC, para a obtenção do título de bacharel em Enfermagem.
Resumo: Introdução: O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é uma condição crônica que acomete principalmente crianças e adolescentes, exigindo acompanhamento contínuo para prevenção de complicações e manutenção do controle glicêmico. Conhecer o perfil clínico e demográfico dessa população na rede pública de saúde é essencial para avaliar a qualidade do cuidado e direcionar estratégias de intervenção. Objetivo: Analisar o perfil clínico e demográfico de crianças e adolescentes com DM1, de 0 a 18 anos, atendidos nos serviços públicos de saúde de um município do Sul de Santa Catarina. Método: Estudo quantitativo, descritivo, realizado a partir da análise de 73 prontuários clínicos. Foram coletadas variáveis como idade, sexo, faixa etária ao diagnóstico, tempo de diagnóstico, hemoglobina glicada, tipo de insulina utilizada, histórico familiar e frequência de consultas multiprofissionais. Também foi avaliado o regime terapêutico, observando-se o uso de insulinas basais e de ação rápida. Resultados: A amostra foi composta por 36 pacientes do sexo feminino (49,3%) e 37 do sexo masculino (50,7%). A faixa etária atual predominante foi de 10 a 15 anos (53,4%). A idade do diagnóstico concentrou-se principalmente entre 5 e 10 anos. O tempo médio desde o diagnóstico foi de 46,9 meses (DP = 29,7), variando entre 6 meses e 13 anos. Quanto ao tratamento, observou-se uso regular de insulinas basais disponibilizadas pelo SUS, especialmente NPH, enquanto o uso de análogos de ação prolongada, como glargina e detemir, foi menos frequente. Em relação ao controle glicêmico, 61,6% dos pacientes apresentaram hemoglobina glicada acima da meta recomendada, enquanto 28,8% estavam dentro do valor adequado e 9,6% não possuíam registro. Houve grande lacuna quanto ao histórico familiar, ausente em 83,6% dos prontuários. A média de consultas com endocrinologia foi de 5,2 atendimentos, com enfermagem de 5,9, nutrição de 1,3 e assistência social de 8,6, demonstrando heterogeneidade no acesso ao acompanhamento multiprofissional. Considerações finais: O estudo evidencia fragilidades importantes no registro clínico, predominância de pacientes fora das metas glicêmicas, variações no tipo de insulina utilizada e desigualdades no acesso às consultas multiprofissionais. Esses achados reforçam a necessidade de qualificação do acompanhamento contínuo e da organização do cuidado às crianças e aos adolescentes com DM1 na rede pública, contribuindo para o aprimoramento das políticas de saúde voltadas a essa população.
Idioma: Português (Brasil)
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
Data da publicação: Dez-2025
URI: http://repositorio.unesc.net/handle/1/13058
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