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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorCeretta, Luciane Bisognin-
dc.contributor.authorPizoni, Daniela-
dc.contributor.otherTomasi, Cristiane Damiani-
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2026-07-09T00:09:22Z-
dc.date.available2026-07-09T00:09:22Z-
dc.date.created2026-
dc.identifier.urihttp://repositorio.unesc.net/handle/1/12930-
dc.descriptionDissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Mestrado Profissional) da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Saúde Coletiva.pt_BR
dc.description.abstractIntrodução: A saúde mental tem recebido crescente reconhecimento como componente essencial do autocuidado e da qualidade de vida, especialmente diante de condições crônicas como o diabetes mellitus tipo 2. No Brasil, esse tipo de diabetes representa cerca de 95% dos casos, afetando milhões de pessoas e exigindo acompanhamento contínuo. Os transtornos mentais não podem ser compreendidos de forma isolada, pois estão profundamente relacionados aos determinantes sociais da saúde. Assim, compreender a interação entre esses determinantes e os desfechos em saúde mental em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de cuidado mais integrais e efetivas. Objetivo: Analisar a relação entre determinantes sociais de saúde mental e a presença de sintomas de ansiedade e depressão em pessoas com diabetes tipo 2. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal derivado de um ensaio clínico randomizado realizado com pessoas diagnosticadas com diabetes mellitus tipo 2, atendidas em sete Unidades Básicas de Saúde de um município do Sul de Santa Catarina. Aplicaram-se, por meio de entrevistas presenciais, conduzidas por profissionais de saúde, questionários sociodemográficos e clínicos, as escalas Hamilton de depressão e ansiedade e o instrumento de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-BREF). Foram avaliados Determinantes Sociais de Saúde Mental distribuídos nos domínios demográfico, econômico, sociocultural e território e condições de vida. Os desfechos foram a presença de sintomas de ansiedade e depressão, categorizados a partir dos pontos de corte das escalas Hamilton. A associação entre variáveis foi verificada pelo teste qui-quadrado de Pearson e, posteriormente, por modelo de regressão logística hierárquico, para identificação dos fatores de risco independentes. As associações entre os determinantes sociais de saúde mental e os desfechos foram ajustadas para uso de insulina, uso de medicamentos para diabetes e presença de comorbidades. Resultados: Participaram do estudo 164 indivíduos, predominantemente do sexo feminino (70,1%) e com idade entre 60 e 64 anos (46,3%). Observou-se elevada prevalência de sofrimento psíquico, com 66,5% dos participantes apresentando sintomas depressivos e 72% sintomas de ansiedade. Na análise ajustada para variáveis clínicas, no domínio demográfico, o sexo feminino apresentou associação tanto com sintomas depressivos (OR: 3,51. IC95%) quanto ansiosos (OR: 4,62. IC95%). No domínio econômico, a insuficiência de recursos financeiros (OR: 7,42. IC95%) e a insatisfação com a capacidade para o trabalho (OR: 3,99. IC95%) mostraram-se associadas à presença de sintomas de depressão. Enquanto a percepção de insuficiência financeira também se associou à ansiedade (OR: 3,58. IC95%). No domínio sociocultural, a insatisfação consigo mesmo foi fortemente associada à ansiedade (OR: 6,34. IC95%). No domínio território e condições de vida, a baixa percepção de segurança na vida diária (OR:5,26. IC95%) associou-se de forma independente aos sintomas ansiosos. Entre as variáveis clínicas incluídas no modelo, o uso de insulina apresentou associação significativa com a presença de sintomas de ansiedade (OR:3,22. IC95%). Conclusão: Os achados indicam que sintomas de ansiedade e depressão em pessoas com DM2 estão associados a determinantes sociais e subjetivos, incluindo sexo, percepção de insuficiência financeira, satisfação consigo mesmo, percepção de segurança na vida diária e uso de insulina. Esses achados evidenciam que a gestão do cuidado da pessoa com diabetes, especialmente na Atenção Primária à Saúde, deve incorporar a identificação sistemática de vulnerabilidades sociais e emocionais, para além do controle glicêmico e da intervenção medicamentosa. Recomenda-se que políticas públicas de saúde considerem os determinantes sociais de saúde mental no planejamento do cuidado às pessoas com diabetes tipo 2. Suporte emocional no cuidado com condições crônicas também é uma recomendação direta, tendo em vista os resultados encontrados neste estudo.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectDiabetes Mellitus Tipo 2pt_BR
dc.subjectDeterminantes sociais da saúdept_BR
dc.subjectSaúde mentalpt_BR
dc.subjectAnsiedadept_BR
dc.subjectDepressãopt_BR
dc.subjectAtenção primária à saúdept_BR
dc.titleRelação entre determinantes sociais de saúde mental e a presença de sintomas de ansiedade e depressão em pessoas com diabetes mellitus tipo 2pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
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