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Título: Perfil clínico-epidemiológico de mulheres jovens com câncer de mama: um período de 10 anos
Autor(es): Souza, Camila Tavares de
Gonçalves, Clarissa Marcon Constante
Orientador(es): Ronsoni, Nadhine Feltrin
Palavras-chave: Neoplasias da mama
Estadiamento de neoplasias
Epidemiologia
Neoplasias mamárias triplo negativas
Saúde da mulher
Descrição: Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
Resumo: Introdução: O câncer de mama é comum no Brasil e mais agressivo em mulheres jovens. Essas pacientes tendem a descobrir os tumores de uma forma mais tardia devido à ausência de método de rastreio eficiente. A mamografia tem limitações nesse grupo devido à densidade mamária, e fatores como histórico familiar e menarca precoce aumentam o risco. Objetivo: Identificar o perfil clínico-epidemiológico das pacientes jovens com câncer de mama em um hospital de referência da cidade de Criciúma, em um período de 10 anos. Método: Realizou-se um estudo observacional, descritivo e retrospectivo de abordagem quantitativa com coleta de dados secundários. Os dados foram coletados a partir de prontuários médicos de pacientes atendidas em um hospital de referência da região Sul de Santa Catarina, entre os anos 2014 e 2023. Foram incluídas mulheres, com tumores malignos de mama com idade igual ou menor a 40 anos. Os dados coletados foram categorizados de acordo com idade, história obstétrica e amamentação, tipo histológico, imuno-histoquímica, estágio, presença de linfonodo e tratamento. Resultados: As variáveis epidemiológicas mostraram que 83,7% das mulheres já gestaram, 56,1% amamentaram, 52,4% estavam utilizando ou já utilizaram anticoncepcionais hormonais orais e 42,5% apresentaram história familiar positiva de câncer de mama. Dentre as características clínicas, o estágio mais encontrado foi o II, seguido dos estágios I e III. A maioria das pacientes apresentou tumores pouco diferenciados e acometimento linfonodal negativo. O tipo histológico mais comum foi o carcinoma ductal invasivo com 79,9%. Na imunohistoquímica, o subtipo mais encontrado foi o RH+/HER2- com 53,9%, seguido do triplo negativo com 33,9%. Um percentual elevado de pacientes com tumores triplo-negativos apresentou neoplasias pouco diferenciadas no momento do diagnóstico, correspondendo a 78,4% dos casos. Conclusão: Os resultados encontrados são concordantes com os descritos na literatura, destacando o comportamento biológico mais agressivo dos tumores em mulheres jovens.
Idioma: Português (Brasil)
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
Data da publicação: Jul-2025
URI: http://repositorio.unesc.net/handle/1/12919
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