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Título: Avaliação do uso de antidepressivos na depressão infanto-juvenil em um Centro de Atenção Psicossocial em uma cidade do extremo sul catarinense
Autor(es): Guolo, Amália Gabriel
Santos, Amanda Barcellos dos
Orientador(es): Sasso, Sérgio Emerson
Palavras-chave: Transtorno depressivo
Antidepressivos
Pediatria
Fármaco antidepressivo
Inibidores da eecaptação de serotonina e norepinefrina
Antidepressivos tricíclicos
Inibidores da monoamina oxidase
Descrição: Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
Resumo: Objetivo: Avaliar o uso de antidepressivos em crianças e adolescentes diagnosticados com depressão. Materiais e métodos: Foram avaliados 123 pacientes, entre 5 e 17 anos de idade, com diagnóstico de depressão, atendidos em um Centro de Atenção Psicossocial vinculado à Prefeitura Municipal de Criciúma. Os pacientes foram analisados através de prontuários eletrônicos, dos quais foram coletadas as seguintes informações: uso de antidepressivos (sim ou não), classe de antidepressivo utilizado (ISRS, ISRSN, ADT, IMAO), idade (coletada em anos completos) e sexo (feminino ou masculino). Resultados: Dentre as crianças e adolescentes diagnosticados com depressão, a maioria não utilizava fármacos antidepressivos. Os fármacos mais utilizados foram os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), presente em 34,2% dos casos. A faixa etária com maior prevalência de uso foi de 15 e 17 anos, o que pode ser explicado por alterações hormonais típicas da puberdade, que afetam a regulação emocional e aumentam a vulnerabilidade ao transtorno depressivo. Em relação ao sexo, observou-se maior uso de antidepressivos entre meninas (52%). O uso de associações entre antidepressivos foi identificado em 4,1% dos pacientes, sendo mais comum entre medicamentos da mesma classe (ISRS). Discussão: Os estudos apontam a predominância dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) como primeira escolha terapêutica. Essa preferência é justificada pelo seu perfil de segurança superior a outras classes farmacológicas, como os IRSN, ADT e IMAO, especialmente em relação a toxicidade cardíaca e ao risco de superdosagem. Também foram evidenciados efeitos colaterais comuns associados aos ISRS em crianças e adolescentes, além de destacar aspectos neurobiológicos e hormonais que contribuem para a maior prescrição em adolescentes, especialmente por volta dos 15 anos. Fatores de vulnerabilidade psicossocial e hormonais, que afetam predominantemente o sexo feminino, são descritos como influenciadores da maior incidência de uso entre meninas. Por fim, abordam-se as implicações do uso combinado de antidepressivos, principalmente entre os ISRS.
Idioma: Português (Brasil)
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
Data da publicação: Jul-2025
URI: http://repositorio.unesc.net/handle/1/12882
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