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dc.contributor.advisorGonçalves, Cinara Ludvig-
dc.contributor.authorPires, Eduardo di Oliveira-
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2026-06-18T22:01:59Z-
dc.date.available2026-06-18T22:01:59Z-
dc.date.created2025-
dc.identifier.urihttp://repositorio.unesc.net/handle/1/12812-
dc.descriptionDissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde para obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde.pt_BR
dc.description.abstractO Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno complexo, marcado por dificuldades de interação social, comunicação e comportamentos repetitivos, mas também por importantes déficits motores, que muitas vezes precedem ou acompanham os sintomas centrais. Nesse contexto, entender como o ácido valpróico (VPA) interfere no desenvolvimento físico, sensório-motor e social de animais é essencial para compreender as alterações biológicas que podem ocorrer no TEA humano. Sendo assim, a presente pesquisa investigou parâmetros comportamentais com foco em aspectos motores de ratos machos e fêmeas submetidos ao modelo de exposição pré-natal ao VPA. O modelo animal de autismo por indução química, ocorre através da administração de VPA (600 mg/kg) no 12,5º dia gestacional. Após o nascimento, os filhotes foram divididos em dois grupos Salina-expostos e VPA-expostos. O estudo avaliou crescimento, reflexos iniciais de neurodesenvolvimento, coordenação motora e comportamento social em machos e fêmeas. Os dados revelaram que a exposição pré-natal ao VPA prejudicou de forma consistente o desenvolvimento dos filhotes, independentemente do sexo. Os animais VPA-expostos apresentaram menor ganho de peso ao longo do período pós-natal. Além disso, houve atraso no reflexo de abertura dos olhos, indicando comprometimento no desenvolvimento físico precoce. No conjunto de testes sensório-motores, busca pelo ninho, grid test e remoção de adesivo, observou-se que os animais VPA exibiram maior latência para iniciar a busca, maior tempo de permanência na grade e maior tempo para remover o adesivo, sugerindo déficits em integração sensório-motora e coordenação. Nos testes sociais, tanto machos quanto fêmeas expostos ao VPA apresentaram prejuízo na interação social, caracterizado por maior latência para iniciar contato, menor tempo de interação e redução do número de interações, além de menor flexibilidade comportamental diante da introdução de novos estímulos sociais. No teste de preferência social, embora o reconhecimento de objetos tenha sido preservado, os animais VPA-expostos mostraram alterações no padrão de exploração, especialmente maior permanência em zonas neutras ou não sociais, indicando menor motivação social. Em conclusão, a exposição pré-natal ao VPA produziu déficits semelhantes em machos e fêmeas, incluindo menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento físico e prejuízos sensório-motores e sociais. Embora ambos os sexos tenham sido amplamente afetados, observaram-se pequenas diferenças: os machos apresentaram maior latência para iniciar o contato social, enquanto as fêmeas mostraram reduções mais consistentes na manutenção da interação e na flexibilidade diante de estímulos sociais. Assim, apesar de o VPA impactar de forma global o desenvolvimento, os resultados indicam variações discretas entre machos e fêmeas na expressão dos déficits sociais.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectTranstornos do espectro autistapt_BR
dc.subjectNeurodesenvolvimentopt_BR
dc.subjectÁcido valproico - Efeito fisiológicopt_BR
dc.subjectTranstornos das habilidades motoraspt_BR
dc.subjectComportamento socialpt_BR
dc.titleParâmetros motores e comportamentais em ratos Wistar machos e fêmeas submetidos ao modelo de autismo induzido por ácido valproicopt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - TCCpt_BR
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