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http://repositorio.unesc.net/handle/1/12739| Título: | Adaptação transcultural e validação do Inventário da Narrativa Suicida e do Inventário da Crise de Suicídio para o português brasileiro |
| Autor(es): | Nascimento, Jefté Peper do |
| Orientador(es): | Valvassori, Samira da Silva |
| Palavras-chave: | Suicídio - Fatores de risco Modelo Narrativa - Crise Síndrome de crise de suicídio Comportamento suicida Suicídio - Prevenção Suicídio - Avaliação |
| Citação: | NASCIMENTO, Jefté Peper do. Adaptação transcultural e validação do Inventário da Narrativa Suicida e do Inventário da Crise de Suicídio para o português brasileiro. 2026. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, 2026. |
| Descrição: | Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde para obtenção do título de Doutor em Ciências da Saúde. |
| Resumo: | Identificar o risco de suicídio em tempo oportuno é um dos maiores desafios da prática clínica. Estruturas teóricas, como o Modelo Narrativa-Crise do suicídio, contribuem significativamente para a compreensão e a prevenção do suicídio. Segundo esse modelo, o comportamento suicida evolui por meio de estágios distintos, nos quais se destacam a narrativa suicida e a síndrome de crise de suicídio (SCS). A narrativa suicida refere-se à história de vida do indivíduo, o qual desenvolve uma percepção distorcida sobre si mesmo, enxergando-se como um fardo para os outros e sem perspectiva de futuro. Por sua vez, a SCS, cujo elemento central é o sentimento de aprisionamento, descreve um estado mental agudo que antecede a tentativa de suicídio. Por esse motivo, a SCS vem sendo considerada como um diagnóstico específico do suicídio, com proposta de inclusão em edições futuras do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Apesar da validação internacional dos instrumentos destinados à avaliação da narrativa suicida e da SCS, sua eficácia e aplicabilidade ainda não foram testadas no Brasil. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar a estrutura fatorial, a confiabilidade e a validade da versão brasileira do Inventário da Crise de Suicídio (SCI-2) e do Inventário da Narrativa Suicida (SNI-38) em uma amostra de adultos brasileiros. Foi realizada adaptação transcultural de ambos os instrumentos do inglês para o português do Brasil e aplicados online a 2.265 participantes. A análise fatorial confirmatória (AFC) foi utilizada para examinar se a estrutura fatorial, a consistência interna, a validade convergente e de critério de ambos os instrumentos seriam replicadas nas versões brasileiras. Considerou-se um bom ajuste do modelo quando a estatística χ2 foi não significativa, o índice de ajuste comparativo [CFI] ≥ 0,95, o índice de Tucker-Lewis [TLI] ≥ 0,95, o erro quadrático médio de aproximação [RMSEA] ≤ 0,08 e o resíduo médio padronizado [SRMR] ≤ 0,08. A amostra apresentou idade média de 31,27 (± 10,90) anos e foi composta predominantemente por mulheres (70,7%), indivíduos solteiros (38,9%) e com nível educacional superior (94,3%). A ideação suicida ao longo da vida foi relatada por 57,8% dos participantes. A AFC demonstrou que modelo de oito fatores do SNI-38 apresentou bom ajuste (χ² [637] = 7.473,98, p < 0,001; CFI = 0,99; TLI = 0,99; RMSEA = 0,07; SRMR = 0,06). Todos os itens do SNI-38 apresentaram cargas fatoriais significativas e positivas em seus respectivos fatores. A confiabilidade das subescalas variou de alta a boa, exceto para a subescala de desengajamento de metas. De forma semelhante, todas as subescalas do SNI-38, exceto “desengajamento de metas”, correlacionaram-se positivamente com a SCS, eventos de vida estressantes, ideação suicida (ao longo da vida/último mês) e tentativas de suicídio ao longo da vida. Em relação ao SCI-2, o modelo revisado unifatorial demonstrou um ajuste adequado, embora não ótimo (χ² [1539] = 31.442,79, p < 0,001; CFI = 0,99; TLI = 0,99; RMSEA = 0,09; SRMR = 0,05). Por outro lado, o modelo revisado de cinco fatores demonstrou um bom ajuste (χ² [1529] = 14.174,86, p < 0,001; CFI = 1,00; TLI = 1,00; RMSEA = 0,06; SRMR = 0,04). A comparação entre os dois modelos indicou que a estrutura de cinco fatores apresentou melhor qualidade de ajuste em relação ao modelo unifatorial. Tanto a pontuação total quanto as subescalas do SCI-2 apresentaram alta consistência interna, além de boa validade convergente e de critério por meio de associações significativas com eventos de vida estressantes, narrativa suicida (exceto com a subescala de desengajamento de metas), ideação suicida e tentativas de suicídio. Esses achados fornecem evidências de validade para a versão brasileira do SNI-38 e do SCI-2, indicando que são instrumentos apropriados e válidos para a avaliação dos sintomas da narrativa suicida e da SCS, respectivamente. Além disso, a validação desses instrumentos contribui para aprimorar a prática clínica na avaliação do risco de suicídio e abre portas para novas pesquisas no campo da suicidologia no Brasil. |
| Idioma: | Português (Brasil) |
| Tipo: | Tese |
| Data da publicação: | 2026 |
| URI: | http://repositorio.unesc.net/handle/1/12739 |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGCS) |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| Jefté Peper do Nascimento.pdf | Tese | 1,21 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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