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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorRico, Eduardo Pacheco-
dc.contributor.authorSilva, Guilherme Lodetti da-
dc.contributor.otherRéus, Gislaine Zilli-
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2026-06-04T00:36:55Z-
dc.date.available2026-06-04T00:36:55Z-
dc.date.created2026-
dc.identifier.citationSILVA, Guilherme Lodetti da. Ayahuasca como estratégia psicofarmacológica em modelo experimental de dependência alcoólica e depressão. 2026. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unesc.net/handle/1/12738-
dc.descriptionTese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde para obtenção do título de doutor em Ciências da Saúde.pt_BR
dc.description.abstractO consumo excessivo de etanol é um problema de saúde pública em todo o mundo. Além disso, o transtorno por uso de álcool (TUA), a depressão e a ansiedade estão entre as doenças psiquiátricas mais prevalentes e frequentemente ocorrem em conjunto. Sobretudo, o transtorno depressivo maior é a comorbidade mais associada a indivíduos com TUA. A farmacoterapia utilizada para depressão e alcoolismo é amplamente prescrita para pacientes, no entanto, menos da metade dos indivíduos tratados atingem a remissão com apenas um tratamento. Além disso, muitos pacientes apresentam respostas farmacológicas intolerantes, o que enfatiza a necessidade de descobrir novas formas de tratamento. Os psicodélicos clássicos interagem com a classe de receptores de serotonina (5-HT) e, por isso, estão fortemente envolvidos no tratamento de doenças psiquiátricas, como depressão, ansiedade e abuso de substâncias, demonstrando grande potencial terapêutico. Especificamente, a Ayahuasca (AYA) é utilizada principalmente com a intenção de cura física ou espiritual, e os efeitos decorrentes de seu uso estão relacionados às triptaminas. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos comportamentais e neuroquímicos do tratamento com AYA em ratos Wistar submetidos a um modelo animal de dependência alcoólica e/ou de depressão induzido por privação materna (PM). A exposição ao etanol iniciou-se no 60º dia de vida, com acesso contínuo e livre de escolha à comida, à água e a duas garrafas que oferecem etanol em diferentes concentrações (15% e 30% v/v) por 5 semanas. O consumo de etanol por animal foi medido em todos os grupos, em gramas de etanol/kg/dia. Depois, o álcool foi retirado por 9 dias. Um dia após, os animais receberam a administração de 2 mL/kg de AYA ou de água por gavagem. No dia seguinte ao tratamento, iniciou-se o paradigma de recaída, no qual os animais foram expostos novamente ao etanol por 9 dias para avaliar o comportamento aditivo. Além disso, para a indução do comportamento tipo depressivo, foi realizada a PM nos filhotes, 3 h/dia, durante 10 dias (1º ao 10º dia de vida). Com 60 dias, os animais submetidos a PM foram submetidos ao mesmo protocolo de condicionamento à dependência alcoólica. Posteriormente foram realizados os testes comportamentais e bioquímicos. A exposição crônica ao álcool por cinco semanas promoveu alterações comportamentais consistentes com um fenótipo de afetividade negativa, caracterizado por aumento de comportamentos tipo ansioso no teste de labirinto em cruz elevado e de comportamentos tipo depressivo no nado forçado e no teste de borrifo de sacarose. Além disso, resultados semelhantes foram observados nos animais submetidos à PM. No presente estudo, foram encontrados resultados neurocomportamentais que se sobrepõem entre as condições de alcoolismo e depressão induzida em modelo animal. Sugere-se que, embora os contextos em que esses transtornos ocorrem sejam diferentes, existem mecanismos fisiopatológicos comuns entre as duas condições, como a expressão de comportamentos tipo ansioso e tipo depressivo, bem como manifestações neuroquímicas, como a redução dos níveis do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), alterações em parâmetros de estresse oxidativo e defesas antioxidantes, e alterações nos níveis de monoaminas em regiões cerebrais específicas. Foi demonstrado também que os comportamentos tipo ansioso e tipo depressivo, bem como a redução dos níveis de BDNF, monoaminas e aumento de estresse oxidativo induzidos pelos dois modelos, foram revertidos pelo tratamento com uma dose única de AYA, demonstrando um potencial terapêutico importante para as duas condições. Por fim, os achados reforçam a importância do desenvolvimento de pesquisas translacionais que explorem biomarcadores compartilhados e novas abordagens farmacológicas capazes de modular simultaneamente os sistemas de recompensa e de regulação comportamental. A compreensão dessa interface é fundamental para melhorar o prognóstico, reduzir as recaídas e minimizar o impacto funcional e social dessas duas condições altamente prevalentes.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectAlucinógenos - Uso terapêuticopt_BR
dc.subjectAlcoolismo - Tratamentopt_BR
dc.subjectDepressão - Tratamentopt_BR
dc.subjectFator neurológico do cérebropt_BR
dc.titleAyahuasca como estratégia psicofarmacológica em modelo experimental de dependência alcoólica e depressãopt_BR
dc.typeTesept_BR
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