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http://repositorio.unesc.net/handle/1/12178Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Budni, Josiane | - |
| dc.contributor.author | Capelari, Suelen | - |
| dc.coverage.spatial | Universidade do Extremo Sul Catarinense | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-04-17T22:56:47Z | - |
| dc.date.available | 2026-04-17T22:56:47Z | - |
| dc.date.created | 2024 | - |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unesc.net/handle/1/12178 | - |
| dc.description | Tese de Doutorado apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde para obtenção do título de Doutor em Ciências da Saúde. | pt_BR |
| dc.description.abstract | O envelhecimento é um processo natural, dinâmico e progressivo que representa um aumento da fragilidade ocasionado pelas modificações fisiológicas, bioquímicas, morfológicas e psicológicas que culminam em uma perda gradativa da capacidade de adaptação ao ambiente e aumento de dependência. À medida que se envelhece, a capacidade de deglutir de forma segura passa por modificações fisiológicas e anatômicas que podem beneficiar o risco de uma deglutição descoordenada, gerando complicações como má nutrição e desidratação, além de ser um dos principais fatores causadores de pneumonias em idosos. Estas alterações anatômicas ou do processo fisiológico da deglutição se caracterizam como disfagia, também chamada de presbifagia quando se refere a idosos. Diante do crescente aumento na expectativa de vida da população mundial se faz necessário um olhar cuidadoso sobre a saúde do idoso, principalmente aqueles institucionalizados. Portanto, o objetivo do estudo foi avaliar o efeito de um protocolo de exercícios fonoaudiológicos na reabilitação da deglutição em idosos institucionalizados. Foram recrutados idosos (idade ≥ 60 anos) de instituições de longa permanência (ILP) filantrópicas da cidade de Criciúma e Cocal do Sul (SC), que aceitaram participar do estudo. O número de idosos que aceitaram a participar do estudo e estavam dentro dos critérios de inclusão, foram 78 idosos institucionalizados. Ao aceitarem participar do estudo, os idosos assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. A partir de então, os idosos passaram pela primeira avaliação que envolveu a realização de uma entrevista e avaliação clínica em que o pesquisador aplicou o questionário sóciodemográfico e de saúde elaborado pela pesquisadora, o questionário EAT-10, o Mini exame do estado mental (MEEM), a escala de depressão, a escala de ansiedade, a avaliação das atividade básicas de vida diária, além da avaliação clínica da deglutição. Depois de 12 semanas sem intervenção, os indivíduos foram avaliados quanto a deglutição para analisar se a mesma seria alterada com o tempo. Em uma terceira etapa, os idosos foram submetidos a uma série de exercícios fonaudiaológicos durante 8 semanas, 3 vezes por semana. Depois disso, em uma quarta etapa foram aplicados os testes e questionários novamente. Os resultados do presente estudo mostra que a população de idosos institucionalizados, teve predomínio do sexo feminino, 56,3%, uma idade média de 76 anos, e estes indivíduos eram predominantemente solteiros e viúvos (32,4% e 35,2%). A escolaridade média foi primário incompleto, 36,6%. Foi observado que nesta população, 91,5% dos indivíduos, faz uso de algum tipo de medicamento e que 52% dos indivíduos são hipertensos. Esta população mostrou-se, na sua maioria (66,7%), com algum grau de dependência funcional. Também foi observado que 52,9% dos indivíduos apresentaram sintomas depressivos e 25,4%, sintomas de ansiedade. Além disso, 94,3% dos indivíduos apresentaram algum declínio cognitivo. Finalmente, a prevalência da disfagia dos idosos ou presbifagia, neste estudo, foi de 50% na primeira avaliação (etapa 1) e 62,3% na segunda avaliação (etapa 2), indicando pequeno aumento com o passar do tempo. Após a etapa 1 e etapa 2, foram aplicadas 8 semanas de intervenção. Pode-se observar que não houve melhora em todos os parâmetros analisados, contudo, a prevalência de disfagia, de 62,3% passou para 53,8%, representando certa estabilidade. Apesar de não apresentar diferença significativa, isso mostra um importante efeito da intervenção fonoaudiológica. Além disso, a mobilidade facial manteve-se preservada, assim como o loudness (volume vocal) basal, pitch (intensidade vocal) neutro e o refluxo esofágico. Mas não foi observado melhora no tempo máximo de fonação. Neste estudo também foi avaliado os fatores de risco para a disfagia. Foi observado que para um ponto a mais na escala do MEEM, há uma redução de 5% na probabilidade de disfagia após a intervenção. Além disso, para um ponto a mais na escala EAT-10, há um aumento de 3% no risco de disfagia após a intervenção. Portanto, conclui-se que os exercícios estagnaram o avançar da disfagia e os principais fatores de risco para disfagia envolvem o declínio cognitivo e a pontuação na escala EAT-10 é indicador de risco para disfagia. Além disso, os resultados deste trabalho permitiram elaborar um protocolo de triagem, a ser aplicados pelas ILPIs para idosos, que visa a prevenção e o diagnóstico precoce da disfagia. | pt_BR |
| dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
| dc.subject | Transtornos de deglutição | pt_BR |
| dc.subject | Idosos institucionalizados | pt_BR |
| dc.subject | Deglutição – Reabilitação | pt_BR |
| dc.subject | Fonoaudiologia – Exercícios terapêuticos | pt_BR |
| dc.subject | Envelhecimento | pt_BR |
| dc.title | Proposta de um novo protocolo de exercícios fonoaudiológicos na reabilitação da deglutição em idosos institucionalizados | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGCS) | |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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