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http://repositorio.unesc.net/handle/1/12136Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Assunção, Viviane Kraieski de | - |
| dc.contributor.author | Cândido, Tainá Silva | - |
| dc.coverage.spatial | Universidade do Extremo Sul Catarinense | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-03-12T19:46:34Z | - |
| dc.date.available | 2026-03-12T19:46:34Z | - |
| dc.date.created | 2025 | - |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unesc.net/handle/1/12136 | - |
| dc.description | Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Doutora em Ciências Ambientais. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Este estudo teve como objetivo investigar de que modo(s) a contranarrativa construída a partir da experiência de Tinho, liderança da Comunidade Quilombola Ilhotinha, em Capivari de Baixo (SC), propõe uma epistemologia contracolonial. Por meio de sua contranarrativa, o trabalho busca revelar uma perspectiva ética e estética alternativa, fundamentada em saberes praticados nas frestas, na cotidianidade. A questão central que busquei responder foi: como Tinho constrói uma epistemologia contracolonial no contexto da comunidade quilombola Ilhotinha? O ponto de partida desta pesquisa foi o encontro entre mim e Tinho. A partir de nosso diálogo, co-construí a teoria que fundamenta este estudo, enriquecida pelas reflexões de autores como Beatriz Nascimento, Lélia González, Sueli Carneiro, Frantz Fanon, Aimé Césaire, bell hooks, Paulo Freire, Luiz Rufino, Walter Mignolo, Aníbal Quijano, Malcom Ferdinand, entre outros. Nesse percurso, além das observações e experiências vivenciadas na comunidade, recorri a entrevistas em profundidade e à escrevivência como caminho metodológico, conceito desenvolvido por Conceição Evaristo. As cartas enviadas via e-mail por Tinho, que revelam aspectos profundos das experiências vividas na comunidade, desempenharam um papel central na formulação de uma contranarrativa que confronta o discurso colonial hegemônico. Essa contranarrativa se apresenta como uma resposta à colonialidade do poder, do saber e da natureza, que historicamente têm subalternizado as populações negras e indígenas. Neste contexto, o lócus de enunciação é entendido como um espaço tanto político quanto epistêmico. Trata-se de uma outra narrativa de existência, que abarca temas como racismo, traumas, injustiças sociais e ambientais, desastres ecológicos, formas de resistência e práticas educativas. Na contranarrativa de Tinho, emergem processos de violência e repressão que incluem a construção de uma “não existência”, marcada pela negação da identidade e pelo apagamento das subjetividades, e de um “não habitar”, que evidencia os impactos da colonialidade da natureza sobre os territórios de grupos marginalizados. Destaca-se como o estado de “outridade” fomenta a ocupação e exploração de territórios, impactando profundamente a relação das comunidades afetadas com o espaço que ocupam. É como se essas comunidades não existissem ou não pertencessem, precisando constantemente justificar sua presença e sua existência em seus próprios espaços. A pesquisa revelou uma conexão intrínseca entre colonialidade, modernidade e crise ambiental. Essa articulação demonstrou que a forma de habitar centrada na perspectiva eurocêntrica perpetua a colonialidade nas dimensões do poder, do saber, do ser e da natureza de forma interligada, impossibilitando que essas questões sejam tratadas isoladamente. O fundamento dessa epistemologia contracolonial reside em outras formas de habitar a terra, de ser e estar no mundo, formas estas que historicamente têm resistido à opressão e lutado pela preservação de sua existência em plenitude. Nesse contexto, os quilombos representam potências transformadoras que ressignificam o habitar colonial, criando possibilidades de resistência e reexistência. Por fim, destaca-se um conhecimento que é gerado a partir de experiências corporais, ancestralidades, subjetividades, afetividades, emoções e identidades. Esse saber se contrapõe ao universalismo abstrato que se apresenta como neutro, mas que na verdade oculta relações de poder e dominação. Assim, existir, ser, estar e reivindicar a própria identidade, cultura e conhecimento tornam-se atos de resistência e afirmação que transcendem a dimensão ontológica, assumindo também um caráter profundamente epistemológico. | pt_BR |
| dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
| dc.subject | Racismo ambiental | pt_BR |
| dc.subject | Decolonialidade | pt_BR |
| dc.subject | Mendes, José Carlos | pt_BR |
| dc.subject | Quilombolas – Capivari de Baixo (SC) | pt_BR |
| dc.subject | Negros - Condições sociais | pt_BR |
| dc.title | Da contranarrativa à epistemologia contracolonial: a experiência de Tinho na Comunidade Quilombola Ilhotinha | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGCA) | |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| Tainá Silva Candido.pdf | Tese | 10,89 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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