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    <title>DSpace Coleção:</title>
    <link>http://repositorio.unesc.net/handle/1/5156</link>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 13:35:39 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-04-07T13:35:39Z</dc:date>
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      <title>Eficiência de extratos de geoprópolis urbana de Melipona quadrifasciata quadrifasciata na redução da microbiota do trato respiratório</title>
      <link>http://repositorio.unesc.net/handle/1/12139</link>
      <description>Título: Eficiência de extratos de geoprópolis urbana de Melipona quadrifasciata quadrifasciata na redução da microbiota do trato respiratório
Autor(es): Pires, Diego Anselmi
Resumo: A partir de 2018, com a inclusão da Apiterapia na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares pelo Ministério da Saúde, a utilização de produtos provenientes de abelhas para a promoção e manutenção da saúde humana ganhou destaque, tanto provenientes de abelhas com ferrão, como também das abelhas sem ferrão. Dentre estes produtos, a própolis, uma resina vegetal coletada e manipulada pelas abelhas, se destaca por apresentar propriedades terapêuticas, farmacêuticas e alimentícias. Da mesma forma, a geoprópolis, uma variedade específica da própolis que apresenta terra ou barro em sua composição, apresenta funções semelhantes. Em sua variada composição, destacam-se os compostos fenólicos como principais constituintes e responsáveis pela bioatividade contra vários micro-organismos patogênicos. No Brasil, destacam-se as espécies pertencentes à Subfamília Meliponinae, pois além da produção de apiterápicos, os meliponíneos desempenham papel fundamental na polinização e manutenção de muitas espécies nativas e cultivadas de ambientes tropicais e subtropicais. Muitas destas espécies são encontradas em Santa Catarina, um estado brasileiro totalmente inserido no bioma Mata Atlântica, um dos mais ameaçados do Brasil devido às ações antrópicas. Historicamente, o desenvolvimento da região sul de Santa Catarina está atrelado à exploração do carvão mineral e o impacto ambiental causado por esta exploração representou componente importante na saúde da população catarinense, em especial, relacionado à saúde respiratória. Associada às questões ambientais, a ocorrência de alguns micro-organismos é mais prevalente em algumas doenças respiratórias (Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii) e a busca por alternativas para o enfrentamento destas condições é essencial. Para isso, esta pesquisa objetivou analisar o perfil fitoquímico e a atividade antimicrobiana de extratos de geoprópolis de abelhas sem ferrão frente a micro-organismos de relevância para o trato respiratório. Além de uma revisão sistemática em bases de dados com três descritores ("propolis" AND "stingless bees" AND "respiratory diseases"), diferentes extratos de geoprópolis foram preparados e analisados quanto à sua adequação aos requisitos organolépticos e físico-químicos exigidos pela legislação brasileira. A seguir, os mesmos extratos foram utilizados no rastreamento da atividade antibacteriana e de formação de biofilme. Os resultados indicam que as amostras utilizadas nesta pesquisa estão de acordo com o controle de qualidade exigido pela legislação brasileira. Através da análise do perfil fitoquímico de extratos de geoprópolis e do rastreamento da atividade antibacteriana, foi possível identificar que, para algumas cepas bacterianas, alguns extratos de geoprópolis apresentaram redução do crescimento bacteriano ou da formação de biofilme. Mesmo com bom potencial, alguns resultados mostraram baixa eficiência, dependendo do solvente, do tempo de extração ou do tipo de micro-organismo, o que motiva a continuidade de pesquisas nesta área.
Descrição: Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais – Doutorado, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC).</description>
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      <title>Complexidade socioambiental e sustentabilidade para o bem viver em Praia Grande nos Caminhos dos Cânions do Sul/SC</title>
      <link>http://repositorio.unesc.net/handle/1/12138</link>
      <description>Título: Complexidade socioambiental e sustentabilidade para o bem viver em Praia Grande nos Caminhos dos Cânions do Sul/SC
Autor(es): Dalpiás, Jucélia Tramontin
Resumo: O município de Praia Grande, situado no extremo sul de Santa Catarina, está inserido em uma região que abriga duas Unidades de Conservação Federais, os Parques Nacionais Aparados da Serra e Serra Geral, e apresenta a maior concentração de cânions do Brasil. Em conjunto com os municípios de Jacinto Machado (SC), Morro Grande (SC), Timbé do Sul (SC), Mampituba (RS), Torres (RS) e Cambará do Sul (RS), obteve, em 2022, a chancela de UGGp (Geoparque Mundial da UNESCO). Além disso, o território praiagrandense abriga uma comunidade reconhecida como remanescente quilombola. Nesse contexto complexo, Praia Grande não pode ser vista apenas como um município convencional. Com base nessa singularidade, o presente estudo tem como objetivo analisar a complexidade socioambiental, a gestão dos bens comuns,&#xD;
as possibilidades e os obstáculos à sustentabilidade a partir da chancela do GMCCS, tendo como referência de pesquisa o município de Praia Grande/SC. Refletir sobre a complexidade socioambiental e a sustentabilidade nesse cenário requer um olhar capaz de reunir, contextualizar e, ao mesmo tempo, reconhecer o singular, um desafio que envolve múltiplos passos. Para garantir fidelidade à realidade estudada, adotou-se uma abordagem teóricometodológica pautada na complexidade, buscando ultrapassar visões fragmentadas e promover uma compreensão dialógica da realidade local. A pesquisa caracteriza-se por uma natureza qualitativa e exploratória. Foram descritas as estratégias de investigação, a unidade de análise,&#xD;
os instrumentos de coleta de dados, o processo de sistematização e a análise das informações obtidas. O trabalho de campo foi conduzido por meio de entrevistas semiestruturadas, considerando-se não apenas os relatos de profissionais das esferas pública, privada, educacional e comunitária, mas também suas percepções e vínculos afetivos com o território. Destaca-se ainda a contribuição da bibliografia utilizada, que subsidiou as reflexões teóricas. As principais reflexões indicam que, com o reconhecimento como UGGp, instaurou-se uma nova configuração territorial, marcada por maior visibilidade nacional e internacional e pelo&#xD;
compromisso com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Nesse cenário, torna-se imprescindível reconfigurar práticas nos âmbitos político, econômico, social, cultural e ecológico. O processo de governança no âmbito municipal, como integrante de um território reconhecido pela UNESCO, enfrenta uma responsabilidade ampliada, que exige o fomento de práticas inovadoras, participativas e integradoras. Não é possível estabelecer um processo de gestão em Praia Grande como em qualquer outro município. Sua especificidade demanda modelos inclusivos, horizontais e envoltos em uma nova racionalidade, que fortaleçam o protagonismo comunitário e a corresponsabilidade pela preservação e pelo cuidado com o território. Refletir sobre essa nova lógica de atuação exige a participação efetiva da população. Nesse contexto, ainda se faz necessário fortalecer processos de gestão que estimulem o engajamento da comunidade local e fomentem práticas alinhadas ao ideal do Bem Viver e aos princípios dos UGGps.
Descrição: Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós - Graduação em Ciências Ambientais (Doutorado) da&#xD;
Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito para obtenção do grau de Doutora em&#xD;
Ciências Ambientais.</description>
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      <title>Variação no ritmo cicardiano de felídeos silvestres (Carnívora, felidae) em ambientes da mata  Atlântica, Santa Catarina, Brasil</title>
      <link>http://repositorio.unesc.net/handle/1/12137</link>
      <description>Título: Variação no ritmo cicardiano de felídeos silvestres (Carnívora, felidae) em ambientes da mata  Atlântica, Santa Catarina, Brasil
Autor(es): Mottin, Viviane
Resumo: É esperado que ao ocorrerem no mesmo ambiente, as espécies morfologicamente semelhantes compartilhem recursos, diminuindo assim os efeitos da competição. Essa partilha pode ocorrer nas diversas dimensões do nicho ecológico, como a temporal, alimentar e espacial. O presente estudo teve como objetivo analisar a variação no ritmo circadiano e na sobreposição do nicho temporal das espécies de felídeos silvestres (Carnivora: Felidae) no bioma Mata Atlântica no estado de Santa Catarina, sul do Brasil. Foram utilizados dados secundários de registros de imagens em câmeras trap das cinco espécies de felídeos ocorrentes no Estado, provenientes de 11 sítios amostrais, quatro da Floresta Ombrófila Densa (FOD) e sete da Floresta Ombrófila Mista (FOM). Ao total foram utilizados 551 registros de Leopardus guttulus (Hensel, 1872), 485 de Leopardus pardalis (Linnaeus, 1758), 474 de Puma concolor (Linnaeus, 1771), 239 de Leopardus wiedii (Schinz, 1821) e 92 de Herpailurus yagouaroundi (É. Geoffroy, 1803). Os coeficientes de sobreposição (Δ) foram obtidos pelo teste de densidade de Kernel e diferenciados com o auxílio do teste de Mardia-Watson-Wheeler. Puma concolor e L. guttulus foram classificados como catemerais, L. pardalis e L. wiedii como preferencialmente noturnos e H. yagouaroundi como diurno. Herpailurus yagouaroundi apresentou as menores sobreposições de nicho temporal e ritmo diferentes de todas as espécies analisadas (Δ &lt; 0,47). As demais espécies possuem altos valores de sobreposição (Δ &gt; 0,75), com ritmos circadianos diferentes, exceto L. pardalis e L. wiedii que tiveram ritmos iguais. Nas comparações como ritmo das presas principais, apenas L. guttulus não obteve alta sobreposição, além de apresentar ritmo diferente destas, enquanto que H. yagouaroundi não teve registros suficientes para esta análise. As demais espécies evidenciaram altos coeficientes de sobreposição e ritmo igual ao de sua principal presa. A análise do ritmo circadiano de L. guttulus em ambientes sem a presença das espécies maiores (P. concolor e L. pardalis) evidenciou que na ausência de L. pardalis a espécie subordinada altera seu ritmo circadiano. Quanto às diferenças no ritmo circadiano da mesma espécie entre as diferentes formações florestais, confirmou-se que L. pardalis e L. guttulus possuem ritmos circadianos diferenciados, já P. concolor e L. wiedii não alteram seus ritmos. A classificação do ritmo circadiano das espécies de felídeos no sul da Mata Atlântica seguiu o esperado, corroborando o registrado para as espécies em outras regiões de suas ocorrências. Os valores de sobreposição encontrados acompanharam o esperado, com H. yagouaroundi sendo a espécie com menos sobreposição de nicho temporal e também a única com hábitos diurnos. Já entre as outras espécies de felídeos, as altas sobreposições são reflexo da necessidade de sobrepor seus ritmos aos de suas presas, bem como de se manterem crípticos (preferência pelo período noturno) com as espécies evitando sobreporem os momentos de maior atividade uma das outras, realizando assim uma segregação temporal. A teoria do mesopredador foi confirmada para a relação entre L. pardalis e L. guttulus, com a espécie de menor porte utilizando mais o período noturno em sítios sem a presença da espécie de maior porte, demonstrando haver certo grau de segregação por parte da espécie de menor porte em relação a de maior porte. Leopardus pardalis e L. guttulus parecem ser sensíveis às mudanças do ambiente, podendo ser resultado da descontinuidade de disposição dos habitats na paisagem, da vegetação mais alterada ou ainda de diferenças climáticas entre as formações. Conclui-se que as espécies de felídeos analisadas são mais influenciadas pelo efeito bottom-up, ou seja, maior influência das presas do que pela presença das outras espécies de felídeos ou do ambiente, realizando segregações temporais que permitem sua coexistência. Por outro lado, L. guttulus parece ser mais influenciada pelo efeito top-down, ou seja, a presença de espécies maiores faz com que este modifique seus horários de atividades, possuindo o habito catemeral e generalista quanto as presas.
Descrição: Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, linha de pesquisa em Ambientes Naturais, como requisito parcial para a obtenção do título de Doutora em Ciências Ambientais.</description>
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      <title>Da contranarrativa à epistemologia contracolonial: a experiência de Tinho na Comunidade Quilombola  Ilhotinha</title>
      <link>http://repositorio.unesc.net/handle/1/12136</link>
      <description>Título: Da contranarrativa à epistemologia contracolonial: a experiência de Tinho na Comunidade Quilombola  Ilhotinha
Autor(es): Cândido, Tainá Silva
Resumo: Este estudo teve como objetivo investigar de que modo(s) a contranarrativa construída a partir da experiência de Tinho, liderança da Comunidade Quilombola Ilhotinha, em Capivari de Baixo (SC), propõe uma epistemologia contracolonial. Por meio de sua contranarrativa, o trabalho busca revelar uma perspectiva ética e estética alternativa, fundamentada em saberes praticados nas frestas, na cotidianidade. A questão central que busquei responder foi: como Tinho constrói uma epistemologia contracolonial no contexto da comunidade quilombola Ilhotinha? O ponto de partida desta pesquisa foi o encontro entre mim e Tinho. A partir de nosso diálogo, co-construí a teoria que fundamenta este estudo, enriquecida pelas reflexões de autores como Beatriz Nascimento, Lélia González, Sueli Carneiro, Frantz Fanon, Aimé Césaire, bell hooks, Paulo Freire, Luiz Rufino, Walter Mignolo, Aníbal Quijano, Malcom Ferdinand, entre outros. Nesse percurso, além das observações e experiências vivenciadas na comunidade, recorri a entrevistas em profundidade e à escrevivência como caminho metodológico, conceito desenvolvido por Conceição Evaristo. As cartas enviadas via e-mail por Tinho, que revelam aspectos profundos das experiências vividas na comunidade, desempenharam um papel central na formulação de uma contranarrativa que confronta o discurso colonial hegemônico. Essa contranarrativa se apresenta como uma resposta à colonialidade do poder, do saber e da natureza, que historicamente têm subalternizado as populações negras e indígenas. Neste contexto, o lócus de enunciação é entendido como um espaço tanto político quanto epistêmico. Trata-se de uma outra narrativa de existência, que abarca temas como racismo, traumas, injustiças sociais e ambientais, desastres ecológicos, formas de resistência e práticas educativas. Na contranarrativa de Tinho, emergem processos de violência e repressão que incluem a construção de uma “não existência”, marcada pela negação da identidade e pelo apagamento das subjetividades, e de um “não habitar”, que evidencia os impactos da colonialidade da natureza sobre os territórios de grupos marginalizados. Destaca-se como o estado de “outridade” fomenta a ocupação e exploração de territórios, impactando profundamente a relação das comunidades afetadas com o espaço que ocupam. É como se essas comunidades não existissem ou não pertencessem, precisando constantemente justificar sua presença e sua existência em seus próprios espaços. A pesquisa revelou uma conexão intrínseca entre colonialidade, modernidade e crise ambiental. Essa articulação demonstrou que a forma de habitar centrada na perspectiva eurocêntrica perpetua a colonialidade nas dimensões do poder, do saber, do ser e da natureza de forma interligada, impossibilitando que essas questões sejam tratadas isoladamente. O fundamento dessa epistemologia contracolonial reside em outras formas de habitar a terra, de ser e estar no mundo, formas estas que historicamente têm resistido à opressão e lutado pela preservação de sua existência em plenitude. Nesse contexto, os quilombos representam potências transformadoras que ressignificam o habitar colonial, criando possibilidades de resistência e reexistência. Por fim, destaca-se um conhecimento que é gerado a partir de experiências corporais, ancestralidades, subjetividades, afetividades, emoções e identidades. Esse saber se contrapõe ao universalismo abstrato que se apresenta como neutro, mas que na verdade oculta relações de poder e dominação. Assim, existir, ser, estar e reivindicar a própria identidade, cultura e conhecimento tornam-se atos de resistência e afirmação que transcendem a dimensão ontológica, assumindo também um caráter profundamente epistemológico.
Descrição: Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Doutora em Ciências Ambientais.</description>
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