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    <title>DSpace Coleção:</title>
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    <title>Trajetórias de mulheres negras personal trainers nos mundos do trabalho: enfrentamento a desigualdades de gênero e de raça como trabalhadoras autônomas</title>
    <link>http://repositorio.unesc.net/handle/1/12811</link>
    <description>Título: Trajetórias de mulheres negras personal trainers nos mundos do trabalho: enfrentamento a desigualdades de gênero e de raça como trabalhadoras autônomas
Autor(es): Martins, Luana Marcon
Resumo: O presente estudo analisou de que forma desigualdades de gênero e de raça constituem as trajetórias profissionais de mulheres negras personal trainers, que atuam como trabalhadoras autônomas. Os objetivos específicos foram: apresentar eventos que tragam visibilidade à construção da formação em educação física, no contexto da graduação brasileira, em uma perspectiva de trabalho, de gênero e de raça; analisar as relações de trabalho, de gênero e raça nas trajetórias profissionais de mulheres negras personal trainers. Constitui-se como um estudo interdisciplinar, realizado em conformidade com os Objetivos 5 (Igualdade de Gênero) e 8 (Trabalho decente e crescimento econômico) de Desenvolvimento Sustentável, no contexto da Agenda 2030 Brasil, das Nações Unidas. O estudo foi de natureza qualitativa, com pesquisas bibliográfica, documental e de campo, por meio de entrevistas semiestruturadas. A análise foi orientada pela análise do discurso, de acordo com a perspectiva foucaultiana. Para analisar os marcadores de identidade das relações e dinâmicas de trabalho das participantes, mobilizamos as categorias de raça, de gênero e de classe, por uma perspectiva interseccional. A análise identificou que existem equívocos no uso do conceito de gênero na educação física no Brasil, bem como a associação da categoria à dimensão biológica, sem expressar possibilidades do debate ao mobilizá-la como categoria analítica das desigualdades entre mulheres e homens. A ausência de corpos negros durante a graduação em educação física é um dado importante. As participantes da pesquisa indicaram formas de como a graduação em educação física produz gênero, reproduz o racismo e o epistemicídio, A desigualdade racial resulta na ausência de corpos negros em ocupações das áreas da educação física. Sendo assim, a profissão personal trainer não é uma ocupação que mulheres negras atuem como maioria. O discurso neoliberal é reproduzido na graduação em educação física e recai de forma desigual sobre os corpos de mulheres negras trabalhadoras autônomas. Os resultados da pesquisa podem contribuir para reafirmar a importância das políticas de cotas que possibilitam o acesso ao ensino superior, bem como para novos estudos que permitam discussões sobre raça, gênero e classe no mundo do trabalho, mas, especialmente, nas áreas da educação física.
Descrição: Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento Socioeconômico.</description>
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  <item rdf:about="http://repositorio.unesc.net/handle/1/12810">
    <title>Políticas públicas municipais de cultura e de turismo no município de Araranguá (1960 – 1995)</title>
    <link>http://repositorio.unesc.net/handle/1/12810</link>
    <description>Título: Políticas públicas municipais de cultura e de turismo no município de Araranguá (1960 – 1995)
Autor(es): Gomes, Carlos Eduardo Pereira
Resumo: A presente pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), foi produzida no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico, vinculada à linha de pesquisa Trabalho e Organizações. A dissertação de mestrado analisa o município de Araranguá por meio de suas políticas públicas municipais relacionadas ao universo da cultura e à atividade turística, entre os anos de 1960 e 1995. Dessa forma, o objetivo geral desta pesquisa é analisar as políticas municipais de cultura e de turismo em Araranguá, bem como suas transformações a partir do processo de urbanização da cidade. Os objetivos específicos são: a) compreender os processos históricos responsáveis pela efetivação do atual território em que está situado o município de Araranguá; b) investigar como os processos de modernização promoveram alterações no ambiente urbano da cidade e na efetivação da atividade turística; c) interpretar as políticas públicas municipais culturais e de turismo no município de Araranguá, em especial aquelas relacionadas à preservação do patrimônio histórico; e d) analisar o desenvolvimento do município e da atividade turística a partir dos variados processos de emancipação que a cidade sofreu ao longo do século XX. A pesquisa, de caráter interdisciplinar, investiga seu objeto de estudo compreendendo suas intersecções a partir do desenvolvimento socioeconômico, das políticas públicas e da história. O referencial teórico mobiliza contribuições de Sandra Jatahy Pesavento, Italo Calvino, Jürgen Habermas, Stuart Hall, Janice Gonçalves, Diego Finder Machado, Enrique Saravia, Elisabete Ferrarezi, Xerardo Pereiro Pérez, entre outros teóricos, por meio de conceitos como: Cidade, Modernização, Identidade, Patrimônio Cultural, Políticas Públicas Municipais e Turismo. Metodologicamente, buscou-se analisar documentos históricos salvaguardados em diferentes suportes, tais como fotografias, jornais e documentos institucionais, como as Atas da Câmara de Vereadores do município, disponíveis no Arquivo Histórico de Araranguá. A pesquisa está estruturada em três capítulos. No primeiro capítulo, é abordada a formação do atual território onde hoje está situado o município de Araranguá, incluindo o início de seu desenvolvimento até sua emancipação de Laguna e os diversos processos de emancipação que o município enfrentou a partir de 1925. Nesse capítulo, é realizada uma análise das primeiras mobilizações do epíteto de “Cidade das Avenidas” e das narrativas para o desenvolvimento da atividade turística a partir dos anos de 1960. No segundo capítulo, faz-se uma discussão teórica mais concentrada a partir dos conceitos de modernização e identidade, compreendendo o contexto histórico enfrentado por diversas cidades brasileiras para atender ao ideal de uma cidade considerada moderna, bem como os processos específicos de Araranguá e as diversas narrativas mobilizadas e oficializadas a partir de símbolos e epítetos. As políticas públicas municipais de cultura e os possíveis motivos para a não institucionalização do Patrimônio Cultural durante anos a fio são levantados e discutidos também nesse capítulo. No terceiro capítulo, aborda-se o desenvolvimento da atividade turística no município por meio dos Balneários Morro dos Conventos e Arroio do Silva e os diferentes processos históricos de formação desses balneários, incluindo notícias e narrativas que podem auxiliar a interpretar os motivos para a emancipação do Balneário Arroio do Silva em 1995. Como conclusão, a pesquisa reforça a importância das políticas públicas municipais de cultura e de turismo, percebendo suas ausências (ou não efetivação) no município de Araranguá e os múltiplos processos econômicos e sociais pelos quais o município passou durante o século XX e que ainda fazem parte da construção identitária de Araranguá por meio do epíteto de “Cidade das Avenidas”. A presente pesquisa ainda busca contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente mobilizando o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, na prerrogativa do item 11.4 de fortalecer os esforços para proteger e salvaguardar o patrimônio cultural e natural do mundo.
Descrição: Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Desenvolvimento Socioeconômico da Universidade do Extremo Sul Catarinense - Unesc, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento Socioeconômico.</description>
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    <title>Homens do mar: experiências de trabalhadores/pescadores na pesca artesanal em Passo de Torres/SC</title>
    <link>http://repositorio.unesc.net/handle/1/12497</link>
    <description>Título: Homens do mar: experiências de trabalhadores/pescadores na pesca artesanal em Passo de Torres/SC
Autor(es): Costa, Lucas de Castro Itapoan da
Resumo: Esta dissertação analisa as experiências de trabalho dos pescadores artesanais embarcados no município de Passo de Torres, Santa Catarina, caracterizando o perfil desses trabalhadores. O estudo investiga como se processam as relações laborais e sociais dessa categoria, marcada por uma histórica vulnerabilidade socioeconômica e pela crescente precarização do ofício no contexto capitalista contemporâneo. Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se na História Oral, utilizando entrevistas com pescadores e representantes da Colônia de Pescadores Z-18, além de observação direta intensiva — incluindo saídas a campo em embarcações de emalhe — e análise de dados quantitativos do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Teoricamente, o trabalho ancora-se no conceito de "experiência" de E. P. Thompson, buscando compreender como as pressões do ser social agem sobre a consciência dos trabalhadores, e na análise das relações de poder e hegemonia. No primeiro capítulo, contextualiza-se o desenvolvimento da pesca em Passo de Torres, evidenciando como a atividade foi fundamental para a construção da identidade local antes mesmo da emancipação política do município. Analisa-se o papel da Colônia Z-18, identificando que, embora possua relevância histórica como mediadora de políticas públicas e direitos, a instituição apresenta fragilidades em sua representatividade atual perante a classe. O segundo capítulo foca na subjetividade dos "homens do mar", revelando uma categoria heterogênea que opera em uma "zona cinzenta" entre a pesca artesanal e a industrial. Os resultados apontam para uma banalização da informalidade e do uso&#xD;
de substâncias entorpecentes como mecanismos de adaptação às duras jornadas em alto-mar, onde a ausência de registros profissionais adequados vulnerabiliza o trabalhador diante de riscos de invalidez e acidentes. O terceiro capítulo caracteriza o perfil do pescador passotorrense, composto majoritariamente por indivíduos com baixo nível de instrução formal e renda variável. Discute-se o impacto da incorporação tecnológica que, se por um lado amplia a segurança, por outro facilita o acesso de mão de obra desqualificada, favorecendo o interesse de empresários em detrimento da transmissão dos saberes tradicionais. A pesquisa destaca, ainda, a relação conflituosa com a legislação ambiental e a centralidade da "questão da barra" do rio Mampituba — local de recorrentes naufrágios fatais — como o principal símbolo da negligência estatal e da luta coletiva da categoria. Conclui-se que a experiência de classe desses trabalhadores é forjada na tensão entre a tradição do ofício e a precarização neoliberal, exigindo o reconhecimento de sua identidade para além das fronteiras do mercado.
Descrição: Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título&#xD;
de Mestre em Desenvolvimento Socioeconômico.</description>
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    <title>Desafios no acesso ao crédito rural em municípios do Extremo Sul Catarinense</title>
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    <description>Título: Desafios no acesso ao crédito rural em municípios do Extremo Sul Catarinense
Autor(es): Zeling, Gilberto Kestring
Resumo: O crédito rural constitui um pilar fundamental para o desenvolvimento e a modernização do setor agropecuário brasileiro. Contudo, seu acesso ainda apresenta desafios estruturais e burocráticos que resultam em concentração de recursos. Este estudo tem como objetivo geral analisar os desafios no acesso ao crédito rural nos municípios do extremo sul catarinense. Os procedimentos metodológicos adotados fundamentam-se em uma abordagem mista (quantitativa e qualitativa) de caráter explicativo. A etapa quantitativa consistiu no cruzamento de dados secundários provenientes da Matriz de Dados de Crédito Rural (MDCR/BACEN), do Censo Agropecuário e da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE), além de indicadores da Epagri/Cepa. Na parte qualitativa, realizaram-se 11 entrevistas semiestruturadas com técnicos da Epagri, agrônomos da iniciativa privada e agentes de instituições financeiras (bancos e cooperativas) atuantes na região. A análise da exclusão financeira foi norteada pela categoria analítica do 'não-recurso'. A ideia central do não recurso&#xD;
está associada à elitização das políticas públicas, ou seja, à tendência de que os benefícios se concentrem em segmentos mais organizados, articulados ou capitalizados, em detrimento dos grupos mais vulneráveis, como os pequenos agricultores familiares e pescadores sem assistência técnica ou representação institucional. Os resultados indicam uma forte concentração de recursos na cultura do arroz irrigado, que absorve 62,7% de todo o crédito de custeio agrícola e pecuário da microrregião. Por outro lado, evidenciou-se um alto índice de não-recurso em municípios litorâneos, onde a pesca artesanal predomina e é historicamente pouco contemplada pelas linhas de financiamento oficiais. Observou-se também que outras cadeias produtivas importantes, como o milho e a soja, possuem percentuais de produção custeada em municípios do extremo sul catarinense sistematicamente inferiores à média do estado de Santa Catarina. A partir das entrevistas, identificou-se que os maiores entraves para os agricultores consistem na rigorosa exigência documental e fundiária com destaque para o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e licenciamentos, além das dificuldades para o fornecimento de garantias reais por parte dos pequenos produtores. Adicionalmente, pontuou-se que instrumentos como o Proagro são ineficientes para a fruticultura local, pois não cobrem perdas de safras&#xD;
futuras oriundas de intempéries. Constatou-se ainda que as cooperativas de crédito têm um papel essencial na mitigação desses obstáculos, graças à maior proximidade e vínculos com a comunidade. Conclui-se que, para democratizar o acesso ao financiamento em municípios do extremo sul catarinense, são necessárias&#xD;
adaptações estruturais. As recomendações englobam a desburocratização dos processos, a criação de seguros agrícolas compatíveis com a realidade regional, a flexibilização das garantias exigidas e a formulação de políticas de longo prazo com maior estabilidade nas taxas de juros.
Descrição: Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre Socioeconômico em Desenvolvimento</description>
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